Sunday, June 03, 2007

 

PORTUGAL...nem dos pequeninos...

Vivo num país onde as crianças são maltratadas e perseguidas e aqueles que supostamente as tutelam são os seus maiores carrascos...
Vivo num país em que é preciso pagar-se um preço muito elevado para se poder trabalhar...para no fim se ser despedido...
Vivo num país em que o dinheiro dos meus impostos me é roubado para ser usado em indeminizações a corruptos, pedófilos, casas de "chuto", donativos a outros corruptos de outros países...
Vivo num país onde ser formador (pai, professor, educador, polícia...) é sinónimo de ser inimigo e é uma actividade de alto risco.
Vivo num país em que a lei apenas é utilizada para perseguir os dignos, os que defendem os seus princípios e convicções; já que ela é feita por e para ditadores sem escrúpulos.
Vivo num país de ignorantes, mentecaptos, clones, déspotas e totalitaristas, que só deixarão de se reproduzir e começarão a aniquilar-se, quando as políticas por si geradas, extinguirem a matéria-prima humana, que é obrigada a sustentá-los.
Vivo num país, que não é um país, assemelha-se mais a uma "Faixa de Gaza", onde estamos espartilhados entre o mar poluído da descrença e o deserto inóspito da vigarice.
Vivo num país em que acordar todos os dias é um pesadelo...
Mas é aqui que vivo e tenho vergonha de partir e dizer que sou portuguesa, pois olhar-me-ão com desconfiança...não há nada mais triste que ser visto como um exemplar dessa espécie oriunda da cauda da civilização, que é catalogada internacionalmente como aquele país de Terceiro Mundo que ficou encalhado na Europa e onde predominam as aves de rapina...
Tenho dito!

Comments:
Saudo o teu regresso com alegria e dedico-te este poema. Gritemos bem alto e acusemos públicamente quem nos rouba a dignidade.
Para ti com um grande beijinho.

JURO NUNCA ME RENDER

Pela minha terra clara
e o povo que nela habita
e fala a língua que eu falo,
juro nunca me render.

Pelo menino que fui
e o sossego que desejo
para o velho que serei,
juro nunca me render.

Pelas árvores fecundas
que nos dão frutos gostosos
e as aves que nelas cantam,
juro nunca me render.

Pelas montanhas e rios
e mares que os rios buscam,
com o seu murmúrio fundo,
juro nunca me render.

Pelo sol e pela chuva
e pelo vento disperso
e pela plácida lua,
juro nunca me render.

Pelas flores delicadas
e as borboletas irmãs
que nos livros espalmei,
juro nunca me render.

Pelo riso que me alegra,
com a sua nitidez
de guizos e de alvorada,
juro nunca me render.

Pela verdade que afirmo,
dos que a verdade demandam
até à contradição,
juro nunca me render.

Pela exaltação que estua
nos protestos que não escondo
e a justiça que os provoca,
juro nunca me render.

Pelas lágrimas dos pobres
e o pão escasso que comem
e o vinho rude que bebem,
juro nunca me render.

Pelas prisões em que estive
e os gritos que lá esmaguei
contra as mãos enclavinhadas,
juro nunca me render.


Por meus pais e meus avós
e os avós dos avós deles,
com o seu suor antigo,
juro nunca me render.

Pelas balas que vararam
tantos peitos de homens justos,
por amarem muito a vida,
juro nunca me render.

Pelos amigos queridos
e os companheiros de ideias,
que são amigos também,
juro nunca me render.

Pela mulher a quem amo,
pelo amor que me tem,
pelos filhos que são dos dois,
juro nunca me render.

E até pelos inimigos,
que odeiam a liberdade,
e por isso não são livres,
juro nunca me render.
 
Junto-me ao amigo Manel na saudação pelo teu regresso.

Vivo num país onde a "fina flor do entulho", a "elite dos dejectos", a "a nojeira humana", a "flatulência decadente", arrotando arrogâncias e mentindo despudoradamente, subverteu valores, arrasou princípios, deturpou verdades e reduziu um povo honesto à vergonha de não saber já o que quer, nem o que esperar.
Mas os loucos, os oportunistas, os imbecis, os estúpidos, desprovidos de carácter e incapazes de pensar, continuam a repetir a lenga lenga da cassete da "demokracia".
É triste, mas é o que temos.

Bem vinda ao mundo dos que se não conformam com tanta imbecilidade.

Um abraço
 
.................

Querida Amiga,

e disseste muito bem!!!!

foi um excelente regresso!

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Beijo, noite serena e boa semana
 
Parabéns elo regresso.
Gostei deste texto. Embora pareça pessimista, duro e cruel, mostra-nos clara e corajosamente a realidade.
São precisas muitas vozes a apontar o que vai mal neste nosso rectângulo de cuja defesa todos somos responsáveis. Os comentaores anteriores foram muito expressivos na forma como se pronunciram.
Obrigado por esta sua intervenção.
Abraço com votos de boa saúde
Do Miradouro
 
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Que o mundo está mal, dizemos
E vai de mal a pior;
E, afinal, nada fazemos
Para que ele seja melhor.

António Aleixo

Esperamos a vossa participação no blogue dos Capitães de Abril onde muito para dizer vos espera de concreto e de positivo para a construção do Portugal de Abril
Marília Gonçalves poeta e militante antifascista desde os dezasseis anos, hoje tenho sessenta vi os meus presos , torturados , assassinados e ainda assim acredito no Povo de Portugal e Portugal nunca me causou vergonha.Vergoha sim de quem o desgoverna!
venham juntar-se a nós na avenida da Liberdade e tragam mais cinco


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a25a.site@25abril.org
 
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olha, sao belas as palavras, posso dizer que tambem vivo num ´país assim, abraços
 
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